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CRÍTICA | Frozen 2 (2020, Walt Disney)


Frozen 2, a sequência de um dos filmes de maior sucesso da Disney, foi concebido com a grande responsabilidade de ser uma continuação à altura do primeiro longa. Considerado a Melhor Animação no Oscar de 2014, Frozen trouxe personagens carismáticos, uma premissa interessante e músicas que grudavam como chiclete.

Eis que, quase 10 anos depois, finalmente temos Frozen 2 para tentar atender às expectativas colossais deixadas pelo original. Não só em termos de recepção crítica, mas também pela tarefa de tentar fazer jus como continuação da animação mais bem sucedida financeiramente da história do cinema.

A trama começa alguns anos após os eventos do primeiro, com um período de paz no reino de Arendelle. Elsa (voz de Idina Menzel no original) atua como uma rainha beneficente e próxima de seu povo, enquanto sua irmã Ana (Kristen Bell) está cada vez mais íntima de Kristoff (Jonathan Groff), que pensa em pedir sua mão em casamento. Quando Elsa escuta o chamado dos espíritos da floresta, ela e seus amigos saem em uma expedição para entender melhor sobre seu passado, assim como a natureza de seus poderes congelantes.


A mentira e a ignorância parecem ser as vilãs da animação. O filme aborda questões sobre autoconhecimento e também da história da comunidade a qual cada um faz parte. Assim, o desenvolvimento da animação parece ser um pouco mais demorada se comparada à primeira, pois neste há mais dilemas existênciais, problemas pessoais e discussões sobre como cada dificuldade deve ser enfrentada, o que, por um lado, amadurece a trama, mas também a impede de seguir em frente.

Talvez mais do que a história em si, muitos fãs estavam ansiosos pela trilha sonora. Ao contrário da maioria das outras animações do estúdio, Frozen é bem caracterizado por ser, de fato, um musical como os grandes clássicos da década de 50. O segundo filme segue essa fórmula ainda mais agressivamente, trazendo diversos números musicais ao longo da projeção, e felizmente, a maioria deles é excelente e apostam em um humor incomum.

Frozen 2 acertou em olhar para trás e ir em busca das origens de Elsa e Anna ao invés de dar a entender que as questões apresentadas no primeiro filme foram superadas. Ele não chega a superar o primeiro filme, mas com certeza tem mais fundamento e criatividade para seguir em frente a partir daqui. E mesmo que aja um terceiro filme, a franquia ainda pode explorar bem mais o passado do que você imagina.





CRÍTICA | Frozen 2 (2020, Walt Disney) CRÍTICA | Frozen 2 (2020, Walt Disney) Reviewed by Matheus Bertolini on 12:30 Rating: 5

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